<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350</id><updated>2011-04-22T00:51:18.473-03:00</updated><title type='text'>Retalhos do cotidiano</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113497240640558555</id><published>2005-12-19T03:01:00.000-03:00</published><updated>2005-12-19T03:06:46.406-03:00</updated><title type='text'>Amor e ódio nos tempos do cangaço</title><content type='html'>Dadá foi estuprada por Corisco antes de ter a primeira menstruação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="linksgeral" href="mailto:jfernandes@correiodabahia.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jane Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não estava pronta, nem de corpo, nem de espírito, mas teve de se entregar ao desejo daquele que seria seu companheiro pelos próximos 12 anos. Assim, antes mesmo de ter a primeira menstruação, a menina conhecia o sexo por meio da força. "Foi uma coisa horrível, aquele homenzão em cima de mim, feito um animal", revelou no livro intitulado Dadá. Ao que parece ela não derramou uma lágrima. A reação à violência, porém, veio por meio de intensa hemorragia. Era como se toda a dor e angústia fossem vertidas em um choro de sangue. Tomada por calafrios, febre e dores por todo o corpo, a jovem teve de seguir viagem no dia seguinte e, antes mesmo de aprender a apertar o gatilho, fuzilava o responsável por tudo isso com o olhar. Deixada aos cuidados de uma tia de Corisco, ela sentia o ódio crescendo a cada vez que ele aparecia para visitá-la. Queria apenas voltar para a família e esquecer de tudo. Mal podia pensar que aquela aversão daria lugar a um amor tão profundo que desafiaria até mesmo a morte.&lt;br /&gt;Confusa entre a mulher que começava a florescer contra sua vontade e a menina que preferia continuar sendo, ela foi tomada por um misto de vergonha e raiva, quando o seu futuro marido - eles foram os únicos a se casar oficialmente nos tempos de cangaço - a surpreendeu no quintal da casa brincando com bonecas. Ainda demoraria a se juntar ao bando, o que só foi possível depois da chegada de Maria Bonita, em 1931, e se confrontar com a dura realidade das fugas e batalhas. Das noites que para ele eram de prazer e para ela de quase morte nasceu o rebento capaz de unir os dois na alegria e no sofrimento. Josafá era o nome do menino. Seu sorriso aquecia o coração de ambos, mas depois do tiroteio acontecido em Tanque do Touro (Bahia) eles tiveram certeza de que o pequeno não poderia viver ali. "Sentia a maior dor do mundo de ter de me separar dos meus filhos. Corisco ficava caladão, não chorava, mas a minha impressão era de um choro inconsolável... Daí em diante, fui mudando", conta o livro onde o escritor José Umberto acrescenta poesia aos relatos de Dadá. A partir daquele dia, ela estaria ao seu lado de corpo e alma. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Matéria publicada originalmente  no caderno Correio Repórter, do jornal Correio da Bahia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113497240640558555?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113497240640558555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113497240640558555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113497240640558555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113497240640558555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/12/amor-e-dio-nos-tempos-do-cangao.html' title='Amor e ódio nos tempos do cangaço'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113485138224790095</id><published>2005-12-17T17:03:00.000-03:00</published><updated>2005-12-19T03:00:23.463-03:00</updated><title type='text'>Jornalismo, literatura e recursos da internet</title><content type='html'>O escritor e editor da revista literária Arraia PajéUrbe, &lt;span style="font-size:+0;"&gt;Carlos Emílio Corrêa Lima&lt;/span&gt;, faz uma crítica à ausência de espaço para literatura nos jornais do Brasil e a sub-utlização dos recursos da internet nos jornais e revistas. Como exemplo de boa formatação da literatura, que consiste numa experiência lúdica possibilitada pela internet, ele sugere a revista &lt;a href="http://www.cronopios.com.br/mnemozine/"&gt;&lt;strong&gt;Mnemozine&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Confira o texto e a revista virtual!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=14&amp;amp;id=25"&gt;&lt;strong&gt;A falta de literatura na imprensa de papel e a contra-revolução internáutica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Carlos Emílio Corrêa Lima, de Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os jornalões nacionais (era assim, de jornalões, que a turma da primeira fase do Pasquim, entre capixabas, mineiros, cariocas e baianos apelidava os grandes diários de papel impresso das velhas cidades-chave do país, Rio e São Paulo) não têm um caderno, pelo menos, semanal, de contos e ficção em geral misturado com páginas intensificadas de poesia? Não há espaço nenhum para a criatividade textual, para as emanações do imaginário. A notícia mosaica e remosaica a chamada realidade, tornando-a cada vez mais áspera. A literatura é posta às margens e seus agentes criadores transferiram-se para as catacumbas eletrônicas da internet, criando uma nova religião que hoje parece atormentar com sua incontrolável rebeldia, sua entusiasmada heresia, as acostumadas autoridades eclesiásticas da antiga hierarquia literária que ainda controla os pontos de poder da imprensa não-virtual dominante pois você quase não precisa de dinheiro nenhum para criar um "blog" ou para inserir uma inventiva e poderosa revista eletrônica de literatura na rede mundial. Percebemos alguns sinais de que os plenipotenciários que dão as cartas de legitimidade literária sentem-se cada vez mais incomodados pois não estão podendo - e não têm mesmo como - impedir a expansão do novo espaço que se abriu quase infinito. Estão atordoados. Todos os que foram banidos por eles da geração literária anterior (onde orgulhosamente eu me incluo) vão voltando a ter espaço numa região onde eles não podem dar pitacos hegemônicos. Eles agora não sabem muito bem mais o que fazer quando percebem o seu poder sacerdotal ameaçado. As vestais estão com muito calor, começam a sentir uma comichão no corpo inalcançável pelas mãos, tentam coçar-se mas é numa região inabordável. Começam pois a fazer gestos bizarros, movimentos meio cômicos. As vestais estão em chamas. (...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113485138224790095?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113485138224790095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113485138224790095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113485138224790095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113485138224790095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/12/jornalismo-literatura-e-recursos-da.html' title='Jornalismo, literatura e recursos da internet'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113484934735442161</id><published>2005-12-17T16:37:00.000-03:00</published><updated>2005-12-17T17:37:34.106-03:00</updated><title type='text'>Dezembro Literário</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dois Lançamentos Instigantes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O jornalista e escritor &lt;strong&gt;José Aloise Bahia&lt;/strong&gt; mostra dois lançamentos instigantes deste mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezembro, mês de festas, presentes e livros. Dois escritores mineiros. Duas superfícies da literatura: a crônica e a poesia. Dois lançamentos instigantes: Retalhos do Mundo e Fratura Exposta. Edições com distinções e um apurado rigor estético nas confecções. Em cada uma a originalidade, o despertar, e palpitações incessantes/ritmadas nas vozes de Luís Giffoni e Jovino Machado. Autores premiados, talentosos e em destaque neste vasto mundo literário em terras brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/retalhosdomundo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 387px" height="387" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/400/retalhosdomundo.jpg" width="212" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retalhos do Mundo - Como reza Santo Agostinho: “O mundo é um livro, e quem não viaja lê apenas uma página”. O passar das páginas anda em léguas, milhas marítimas e faz um arco no ar: Himalaia, Andes, Sierra Nevada. Amazônia, Nepal, Patagônia, Ladakh. Taj Mahal, Teotihuacán, Pashupatinath. Denpasar, El Chaltén, Cidade do México. Retalhos do Mundo (Editora Pulsar, Belo Horizonte, 2005) leva-nos ao redor da Terra numa viagem em que culturas, história, geografia, gastronomia, pessoas e situações inusitadas se mesclam num texto leve e ágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com bom humor e senso de observação, Luís Giffoni “eleva a narrativa brasileira a novos patamares de talento” (World Literature Today) e revisita lugares por onde andou, de grandes centros urbanos a cafundós em vários continentes. Conta-nos como é a falta de ar no Karakoran (Caxemira/China) acima de quatro mil metros de altitude e em Los Angeles (EUA) durante o smog. Testemunha a morte de escaladores no Annapurna (Himalaia). Quase morre durante uma nevasca perto do monte Whitney (Sierra Nevada/Califórnia/EUA). Mergulha na beleza do mar de Bali. Acompanha mateiros no miolo da Floresta Amazônica. Resgata tradições de astecas, indianos, norte-americanos, chilenos e argentinos. Mostra o fatal encontro com uma tribo desconhecida de índios. Atravessa os contrafortes das Torres del Paine (Chile), do monte Fitzroy (Patagônia Argentina) e do Cerro Torre (Patagônia Argentina). Compara comportamentos. Relembra livros e autores. Experimenta cardápios exóticos. Retalhos do Mundo revela a diversidade da Terra e do ser humano – e convida o leitor a participar de algumas aventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Giffoni nasceu em Baependi, MG. Reside em Belo Horizonte. Tem 16 livros publicados, dentre eles Infinito em Pó (Editora Pulsar, 2004), O Poeta e o Quasar (Editora Pulsar, 2003), A Verdade Tem Olhos Verdes (Editora Pulsar, 2001), Adágio Para o Silêncio (Editora Pulsar, 2000), A Árvore dos Ossos (Editora Pulsar, 1999). Recebeu premiações e indicações da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, Bienal Nestlé, Prêmio Minas de Cultura, Prêmio Nacional de Romances (e de Contos) Cidade de Belo Horizonte e Prêmio Jabuti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/fraturaexposta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 371px" height="371" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/400/fraturaexposta.jpg" width="239" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Fratura exposta – “Este poema é um grito. Este poema é um desabafo. Este poema é uma constatação de impotência, um chamado, uma declaração de ódio e de amor. Este poema não mede conseqüências, este poema não espera condescendência, este poema não aceita condolências. Este poema é um pedido de socorro, uma mensagem numa garrafa lançada dentro de um bueiro, uma pichação debaixo de um pontilhão”. Eis parte da apresentação de Fratura Exposta (anomelivros, Belo Horizonte, 2005), feita por Joca Reiners Terron. Bate asas como um corvo na nova obra de Jovino Machado a epígrafe de Charles Baudelaire: “O prazer do amor gira em torno da certeza de fazer o mal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro visceral, venenoso, vingativo e toda sorte maculada - uma coleção de exclamações, que sorve até a última gota metafórica disponível e inebriante para conseguir exprimir em palavras a sede enorme para estancar o sangue e a procura incessante do autor em seu diálogo com ela, e não ele, a Poesia em pessoa. Que nasce, “a poeta voava pelos telhados/ sonhando com a capital da solidão/ a primavera assassinava o inverno/ no céu surgia um pedaço de lua suja”. E, “morre na quarta-feira de cinzas/ a dançarina da ópera limpa as feridas do sambista/ que abraça a cuíca fatigada de chorar na pista/ inventando uma nova estação chamada melancolia”. Numa constatação - esperança das esperanças, sonhos de uma noite de verão -, o poeta dialogo em deslocamentos criativos com a sublime poesia expressionista alemã das décadas de 1910/20. Um belo livro, ferino, delirante: “é uma pancada na cabeça de um dinossauro/ é um arranhão distraído no breu das horas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máxima do autor, “dinheiro ganho com a poesia se gasta na orgia”, ressoa em brados de Clarice e Hilda, em suas águas profundas. Sem falar na implacável Ana, a nebulosa Diadorim, Dolores, Nara, Elis. Redemoinho desassossegado, back bay - a música de Biglione, uma constatação de impotência, nas palavras de Joca Terron em sua síntese certeira, na análise de Luciana Tonelli. O poeta impaciente, elegante em suas roupas e cor predileta - o preto, em contraponto com a faca no fundo vermelho da capa do livro, misturam lâminas e cortes em ecos profundos e lateja em Fratura Exposta aquilo que é a sua força, o transtorno do revide que se deixa invadir, bagunçar e atordoar ossos explícitos pela procura fértil que no seu espanto é a sua assinatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovino Machado nasceu em Formiga, MG. Foi criado em Montes Claros e reside na Torre dos Azulejos em Belo Horizonte. Nos anos de 1990 estudou letras (UFMG). Atua como restaurateur. Publicou nove livros, entre eles Trint´anos Proustianos (Mazza Edições, 1995), Disco (Orobó Edições, 1998), Samba (Orobó Edições, 1999) e Balacobaco (Orobó Edições, 2002). Participações em Dimensão (Revista Internacional de Poesia, Uberaba, MG, 1998), A Poesia Mineira no Século XX (Imago, Rio de Janeiro, 1999), A Cigarra-Revista de Poesia (Santo André, SP, 2000), O Melhor da Poesia Brasileira – Minas Gerais (Joinville, SC, 2002) e na antologia poética O Achamento de Portugal (anomelivros, Belo Horizonte, MG, 2005). Menção honrosa na revista literária da UFMG (1991) e terceiro prêmio de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes (RJ, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;José Aloise Bahia&lt;/strong&gt; (Belo Horizonte/MG). Jornalista, escritor, ensaísta e pesquisador. Estudou Economia (UFMG). Pós-graduado em Jornalismo Contemporâneo (UNI-BH). Autor de Pavios Curtos (anomelivros, 2004) e Em Linha direta (no prelo). &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:josealoise@aol.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;josealoise@aol.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronopios.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.cronopios.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/minibanner_cronopios6.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/320/minibanner_cronopios6.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113484934735442161?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.cronopios.com.br/site/lancamentos.asp?id=813' title='Dezembro Literário'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113484934735442161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113484934735442161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113484934735442161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113484934735442161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/12/dezembro-literrio.html' title='Dezembro Literário'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113438845850962119</id><published>2005-12-12T08:45:00.000-03:00</published><updated>2005-12-12T09:02:45.523-03:00</updated><title type='text'>Sonhos melhores para as afro-descendentes</title><content type='html'>Por Aline D"Eça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina tem um sonho: ser trançadeira. Tem 11 anos de idade e há quatro ajuda a mãe a vender cocadas para os turistas na Praça da Sé. Pequena e magrinha, carrega uma bacia de alumínio embalada por um filme plástico repleta de redondas cocadas coloridas. “Tem de coco, abacaxi, goiaba e amendoim”. Ao meio dia, o sol forte esquenta o alumínio e a faz suar, mas ela só pára para observar a decoração de Natal. Os olhos brilham, mas ela tem que vender as cocadas. Também deve estar atenta à irmã mais nova, Roberta, 8 anos, que vende fitinhas do Senhor do Bonfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas não freqüentam a escola há mais de um mês. “Esta época a gente tem que faltar mais. Desde de manhã a rua tá cheia de turista. Aí minha mãe, que é baiana de acarajé, traz a gente pra trabalhar aqui na praça o dia todo”. Carolina repete a 2ª série do ensino fundamental e explica que esse ano a greve prejudicou ainda mais os seus estudos. “Se não tivesse parado, estaria de férias e não perderia tanta aula”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/320/DSC00019.jpg" border="0" /&gt;                                                                                                         &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Aline D'Eça&lt;/span&gt;         &lt;/p&gt;&lt;p&gt;                  &lt;br /&gt;Todo dia, antes de voltar para casa no final da tarde, enquanto a mãe desfaz a barraca de acarajé, Carolina gosta de observar o trabalho das trançadeiras. Quando fizer 15 anos, a mãe prometeu que a deixará trançar os cabelos dos turistas, mas enquanto isso treina com nas bonecas suas e das amiguinhas. “Vou ser trançadeira na praça e depois quero ter um salão aqui no Pelourinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a maioria das mulheres que trabalham informalmente como vendedoras de fitinhas, trançadeiras ou vendedoras de acarajé no Centro Histórico de Salvador, Carolina é negra. E são elas que, mesmo numa cidade de população predominantemente afro-descendente, recebem os menores salários e são maioria entre os desempregados. Para minimizar esta desigualdade, foi aprovado no último dia 6, pela Câmara Municipal de Salvador, um projeto de lei que cria o Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afro-descendentes, resultado de um convênio entre o Ministério Público estadual e a Prefeitura de Salvador, que entrará em vigor apartir de janeiro de 2006, Ano da Promoção da Igualdade Racial em Salvador. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Destinando recursos para a educação desde a alfabetização até a 8ª série do ensino fundamental, num programa diferenciado, voltado para a cidadania, preparação de alto nível para o mercado de trabalho e reforço dos direitos constitucionais dessas mulheres, o Fundo receberá 2% da receita do Fundo Municipal de Educação, que deve ser usado para o financiamento e implementação de políticas, programas, projetos e ações que propiciem o acesso e a permanência nas escolas das mulheres afro-descendentes que se encontram em situação de vunerabilidade social. Se der certo e não for utilizado em outras finalidades, esse dinheiro possibilitará que crianças como Carolina e sua irmã Roberta possam sonhar com futuro profissional bem melhor que o das trançadeiras...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113438845850962119?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113438845850962119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113438845850962119&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113438845850962119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113438845850962119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/12/sonhos-melhores-para-as-afro.html' title='Sonhos melhores para as afro-descendentes'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113434236888821010</id><published>2005-12-11T19:54:00.000-03:00</published><updated>2005-12-11T20:06:08.900-03:00</updated><title type='text'>GP de jornalismo</title><content type='html'>As inscrições para o Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, 8ª edição, se encerram no próximo dia 31 de dezembro. Poderão ser inscritas matérias veiculadas em jornais, revistas e reportagens em programas jornalísticos de rádio e de TV, durante o período de 1º de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2005, que abordem questões infanto-juvenis sob uma ótica mais ampla - a do desenvolvimento humano -, levando os temas relevantes às novas gerações ao centro das discussões para formar consciências e gerar mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GP Ayrton Senna de Jornalismo é uma iniciativa do Instituto Ayrton Senna e tem o objetivo de reconhecer e estimular jornalistas e veículos de comunicação na produção de trabalhos jornalísticos sobre temas sociais de relevância para o desenvolvimento humano, desde que apontem os impactos diretos ou indiretos sobre a realidade de crianças e jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições deverão ser feitas em ficha própria, disponível no site &lt;a class="lnkPre" href="http://www.senna.org.br/" target="_blank"&gt;www.senna.org.br &lt;/a&gt;, e encaminhada à Comissão Organizadora do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, 8ª edição, sita à Rua Dr. Olavo Egídio, 287, 15º andar, CEP: 02037-000, São Paulo/SP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113434236888821010?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113434236888821010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113434236888821010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113434236888821010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113434236888821010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/12/gp-de-jornalismo.html' title='GP de jornalismo'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113153895585153063</id><published>2005-11-09T08:51:00.000-03:00</published><updated>2005-11-13T15:09:13.510-03:00</updated><title type='text'>São 1 real</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/onibus2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 327px" height="327" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/400/onibus2.jpg" width="202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Aline D'Eça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcando no bairro da Pituba em um ônibus que faz a linha Duque de Caxias, numa tarde de segunda-feira quente e abafada, algo inédito aconteceu. Não, o veículo na quebrou, nem foi assaltado e nem sequer mudou seu rumo. Passando pela estação que liga a Rodoviária ao Iguatemi, entrou no ônibus, sério e pela porta dianteira, um vendedor de pé-de-moleque. Os passageiros menos atentos nem se deram conta, mas algo de diferente fazia o vendedor. Ele não era um portador de deficiência física pedindo "ajuda pelo amor de Deus", nem alguém menos favorecido suplicando com tom alto e desesperado, às vezes ameaçador, "desculpe atrapalhar a viagem de vocês, mas prefiro pedir do que roubar" ou então vendendo canetas cujas verbas serão revertidas para "um grupo de apoio a ex-drogados em recuperação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença estava no conteúdo do seu discurso. Não, ele não entoava em tom desesperado, para não dizer apocalíptico, versos de "salvação pela Bíblia". Sua intenção era apenas vender os doces que trazia num pequeno balde e dizia:&lt;br /&gt;"Levem deliciosos pés-de-moleque. Um é trinta, dois são cinqüenta, quatro são um real". A maioria dos passageiros, calados e entretidos em seus universos individuais, nem sequer prestava a atenção, mas o jovem negro e que aparentava uns vinte e poucos anos de idade, que nem sequer disse seu nome, continuava dizendo "Levem deliciosos pés-de-moleque. Um é trinta, dois são cinqüenta, quatro são um real".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não esperava quando uma passageira estendeu a mão para ele, sinalizando que nada queria comprar, mas que apenas desejava apertar sua mão. Meio assustado e sem entender o porquê daquele ato , ele retribuiu o cumprimento. "Parabéns pela concordância verbal", explicou a passageira. O jovem vendedor abriu um sorriso, agradeceu e continuou a entoar, agora com um tom de orgulho em sua voz, "levem deliciosos pés-de-moleque. Um é trinta, dois são cinqüenta, quatro são um real".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113153895585153063?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113153895585153063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113153895585153063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113153895585153063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113153895585153063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/11/so-1-real.html' title='São 1 real'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113130063845642974</id><published>2005-11-06T15:01:00.000-03:00</published><updated>2005-11-06T15:12:14.460-03:00</updated><title type='text'>O papel da entrevista no JL</title><content type='html'>Em um artigo para o site português &lt;a href="http://www.bonsventos.com"&gt;Bons Ventos&lt;/a&gt;, o professor de Jornalismo da Unesp/Bauru, Pedro Celso Campos, fala sobre "A Entrevista no Jornalismo Literário Avançado" no seu trabalho do Curso de Jornalismo Literário Avançado, do Programa de Pós-Graduação (Doutorado-Aluno Especial) em Jornalismo, da Escola de Comunicação e Artes-ECA - Universidade de São Paulo – USP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.bonsventos.com/noticias.php?id=4598http://"&gt;A Entrevista no Jornalismo Literário Avançado&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a entrevista destina-se ao livro-reportagem, muitas destas técnicas aqui citadas podem ser úteis. Mas algumas são essenciais, destacando-se, como já foi dito, o aspecto da "imersão". Nas histórias de vida, antes de mais nada, é preciso conquistar a simpatia do entrevistado. E isto não se faz com meias-verdades, com mentiras, com falsa identidade, com câmeras ocultas ou com qualquer outro expediente escuso. Pelo contrário, para estabelecer uma boa interação com a fonte, o jornalista deve ser honesto, transparente, amigo, companheiro. Ninguém abre a caixa preta da vida, na sua intimidade mais crua e mais exposta, a uma pessoa não confiável, estranha, maquiavélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o próprio jornalista deve se precaver para não se envolver em situações ilegais. Em depoimento à imprensa, no início deste ano, sobre seu mais recente livro a respeito do traficante Uê, Caco Barcelos contou que estabeleceu algumas normas, segundo as quais não tomaria conhecimento – durante as entrevistas - de fatos criminosos em andamento ou futuros, apenas de fatos passados. Já o cineasta Moreira Salles teve problemas com a lei porque sabia onde sua fonte se refugiara e continuou entrevistando-a para a produção de um filme sem avisar às autoridades. Também é necessário obter, logo de início, um documento assinado em que o entrevistado autoriza a divulgação de texto e imagem a seu respeito, o que poderá livrar o profissional de futuros e caros processos por uso indevido de imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez conquistada a simpatia do entrevistado, é necessário passar a conviver com ele em seu próprio ambiente. Foi assim que Joseph Mitchell escreveu uma das mais bonitas reportagens, em meados do século XX, contando a história de um boêmio do Greenwich Village, em Nova York, o popular Joe Gould, que estaria escrevendo uma História Oral maior que a Bíblia. Mitchell sempre evitava os lugares-comuns do jornalismo: celebridades, poderosos, "olimpianos" (na expressão de Cremilda Medina). Seus personagens viviam à sombra, anônimos. Suas reportagens eram buriladas anos a fio e foram elas que melhor capturaram o espírito de Nova York entre as décadas de 30 e 60. O primeiro perfil de Joe Gould foi publicado na revista The New Yorker no final de 1942. Em 1964 Joseph Mitchell completaria o perfil de Joe Gould, sete anos após a morte de seu personagem, com o qual conviveu longamente nos bares da cidade até "percebê-lo" nos mínimos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bonsventos.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.bonsventos.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113130063845642974?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113130063845642974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113130063845642974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113130063845642974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113130063845642974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/11/o-papel-da-entrevista-no-jl.html' title='O papel da entrevista no JL'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113076087861140639</id><published>2005-10-31T09:10:00.000-03:00</published><updated>2005-10-31T09:23:32.936-03:00</updated><title type='text'>JL no Cinema</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/incoldblood.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/400/incoldblood.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O clássico do Jornalismo Literário, o livro "A Sangue Frio", de Truman Capote, também pode ser conferido em sua versão para o cinema, do diretor Richard Brooks. Confira crítica publicada no site Erotikill (www.erotikill.com.br):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Sangue Frio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;In Cold Blood&lt;br /&gt;Estados Unidos, 1967, 134 minutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor: Richard Brooks&lt;br /&gt;Elenco: Robert Blake, Scott Wilson, John Forsythe, Paul Stewart, Gerald S. Loughlin, Jeff Corey, John Gallaudet, James Flavin, John Collins, Charles McGraw, Will Geer, James Lantz, John McLiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem mataria quatro pessoas à sangue-frio por causa de um rádio, um binóculo e quarenta dólares?”, diz o agente Alvin Dewey, responsável pela investigação da odiosa e imoral chacina de toda uma família no interior desolado do estado do Kansas. Após um ano de perseguições são detidos dois ex-presidiários, ainda sob condicional, cujo julgamento e condenação se arrastou por longos anos até o enforcamento, na madrugada de 14 de abril de 1965.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Truman Capote (1924 – 1984), então com 33 anos, escritor de crônicas furibundas para o jornal The New Yorker, colheu relatos, reportagens em pequenos tablóides, entrevistas e acompanhou os dois assassinos responsáveis pela tragédia até a execução; o resultado foi o monumental híbrido jornalísto-literário In Cold Blood (A sangue Frio). Ao lado de outros arautos do jornalismo impressionista – ou new jounalism, como veio a serem conhecidas essas narrativas - (Gay Talese, Norman Mailer, Tom Wolfe), Capote perpetrou um estilo delicioso, sofisticado, um mix entre jornalismo e literatura que se consagra completamente no livro-reportagem propiciando a personalização de uma informação que se identifica com o "interesse humano” , e que alcança, por sua vez, um resultado próximo da crítica social e da opinião velada, ou seja, flagrantes e incidentes da vida ordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1967, Richard Brooks, notório e notável diretor das adaptações cinemáticas de Sweet Byrd of Youth (Doce pássaro da juventude, 1962) e Cat on a Hot Tin Roof (Gata em Teto de zinco quente, 1958), do dramaturgo Tenensee Williams, se aventura a penetrar nas mentes perturbadas dos dois assassinos, no poderoso In Cold Blood (A sangue frio, 1967), a homônima viagem pelo interior sombrio dos Estados Unidos, que narra, ao mesmo tempo com a distância e frieza de um ‘actors studio’ e a abordagem de dimensão humanitária e trágica do cinema de Dreyer, a tragédia familiar e pessoal dos envolvidos no massacre. Como personagens dostoievskianos – Brooks dirigiu uma adaptação satisfatória dos Irmãos Karamazov, em 1958 – não há explicações ou tentativas de se justificar os crimes; em nenhum momento o diretor se impõe um tom meramente moral ou mesmo vingativo, muito pelo contrário, há um angustiante clima de tragédia que envolve indiscriminadamente todos os personagens de maneira sinuosa, favorecido pelo preto e branco ‘chapado’ da fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sufocante passeio edípico pelos tormentos pessoais de Perry Smith, confronta-se com a aparente felicidade pequeno-burguesa da família Clutter, resultando não em um confronto de dimensões sociais ou questionamentos sobre o lado dark da américa mas num legado de estranheza do comportamento humano. In Cold Blood refaz, em tom seco de road movie, os passos relatados pela polícia, o doloroso martírio dos membros da família Clutter, o périplo em fuga dos assassinos, a queda e o final dramático: “Gostaria de pedir perdão, mas para quem?”, murmura um atormentado Perry Smith, frente ao cadafalso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Walner Silvestre &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113076087861140639?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113076087861140639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113076087861140639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113076087861140639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113076087861140639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/10/jl-no-cinema.html' title='JL no Cinema'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-113001040100204491</id><published>2005-10-22T16:36:00.000-03:00</published><updated>2005-10-23T14:50:19.683-03:00</updated><title type='text'>O destino de um Francisco</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Por Aline D’Eça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/sao_franci%20-%20gerrd%20moss4.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 441px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px" height="239" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/400/sao_franci%20-%20gerrd%20moss3.jpg" width="449" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Gerárd Moss&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Brasileiro, 504 anos. Seu nome é Francisco em homenagem ao italiano da cidadezinha de Assis que ficou conhecido mundialmente como “o santo dos pobres”. E é justamente entre os pobres do Nordeste brasileiro que o nosso Francisco vive. Carinhosamente chamado de Velho Chico pelas populações ribeirinhas e de Grande Opara (rio-mar) pelos indígenas, o Rio São Francisco, também conhecido como rio de integração nacional – porque aproxima sertão e litoral brasileiros, integrando homens e culturas – é hoje, paradoxalmente, palco de desintegração, de disputas políticas, protestos e opiniões divergentes. E toda essa briga gira em torno de um projeto que, segundo o governo federal, tem como objetivo principal garantir a vida sustentável no semi-árido nordestino: o Projeto de Transposição do Rio São Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/nascente%20chico1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;E foi transpondo o mar do litoral brasileiro que no dia 4 de outubro de 1501, dia dedicado a São Francisco de Assis, o genovês Américo Vespúcio chegou à foz do grande rio, que foi logo batizado com o nome do santo. Com volume superior ao egípcio rio Nilo, o maior rio genuinamente brasileiro nasce todos os dias na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e segue em direção geral sul-norte até a confluência com o Urucuia, onde inicia um grande arco com direção norte-nordeste até a cidade de Cabrobó, em Pernambuco, girando, então, para leste e logo depois para sudeste, até derramar suas águas no oceano Atlântico, entre os estados de Alagoas e Sergipe. Da nascente à foz, ele percorre 2.830 km, comprimento que equivale à distância entre Salvador, na Bahia, e Ponta Porã, no Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A terra fértil por onde passa o Velho Chico é ideal para cultivo de frutas como a uva, fruta que, por sua tamanha qualidade, acaba fertilizando os lucros da indústria nacional de vinho. Projetos de irrigação, geração hidrelétrica de energia, pesca e turismo também já são beneficiados pelas águas do São Francisco. Enquanto isso a população ribeirinha, que tira o seu sustento da pesca e do pequeno cultivo de frutas nas margens do rio, assiste o Velho Chico agonizar... As barragens construídas para as usinas hidrelétricas vêm diminuindo a vazão do rio, destruindo as matas ciliares e causando assoreamento. E essa redução do volume das águas está facilitando a invasão do leito do rio, na sua foz, pelo mar, que chega a penetrar 50 quilômetros no continente, provocando sério impacto ambiental. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/mapa-valebrasil.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 343px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px" height="281" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/400/mapa-valebrasil.gif" width="307" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Mas, no Nordeste, não é só o Rio São Francisco que agoniza. Um pouco mais distante da região que compreende o fértil Vale do São Francisco e entrando no semi-árido nordestino, encontraremos 9 milhões de brasileiros, dos quais 90% não têm acesso suficiente à água para sobreviver, de acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT). E são nesses números que o governo se agarra para defender que projeto de lei sobre a transposição do Rio São Francisco é a solução para o problema. No entanto, estudos apontam que apenas 5% desta população seria beneficiada. Para a educadora do S.O.S Corpo, Carmem Silva, em entrevista ao &lt;a href="http://www.ibase.br/pubibase/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=815&amp;tpl=printerview&amp;amp;sid=167"&gt;IbaseNet&lt;/a&gt;, os municípios mais pobres do Nordeste não serão contemplados. “Quem mais sairá prejudicado com esta mudança serão as mulheres pobres”, defende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, os Ministérios Públicos dos Estados banhados pelo rio, o MP Federal, e entidades integrantes do Fórum Permanente de Defesa do São Francisco, entraram com ações solicitando a suspensão imediata do processo de licenciamento ambiental concedido pelo Ibama e da licitação para a execução das obras de transposição. Os órgãos e entidades não-governamentais questionam a implantação do projeto de transposição do rio, considerando-o inviável por deficiências técnicas, e solicitam a realização de estudos técnicos suficientes sobre os impactos que ele pode trazer sobre a fauna, flora e economia da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promotora de Justiça do MP baiano, Luciana Khoury, afirma que o projeto de transposição tem como foco principal a irrigação e a carcinicultura. Ela explica que a vasão alocável do rio é de 360 m³/s para os múltiplos usos, dos quais já existem outorgados 335 m³/s. Dessa forma, restam dentro da bacia para outorga (licença para retirada de água) apenas 25 m³/s. O projeto de transposição, no entanto, prevê a retirada de 26 a 127 m³/s, o que corresponde a mais de 1/3 do que o rio pode oferecer para qualquer uso, dentro e fora da bacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto de transposição do rio São Francisco "é uma questão humanitária", pois ele foi concebido para "garantir que o povo nordestino, que tem outros problemas, não tenha o (problema) de água para beber". Mas se o projeto de transposição do rio for implantado sem estudos precisos e seguindo em linha contrária a projetos de revitalização, os pobres nordestinos vão ter que beber do Velho Chico a água vinda do mar...&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-113001040100204491?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/113001040100204491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=113001040100204491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113001040100204491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/113001040100204491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/10/o-destino-de-um-francisco.html' title='O destino de um Francisco'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112972439293626627</id><published>2005-10-19T09:03:00.000-03:00</published><updated>2005-10-19T09:33:08.830-03:00</updated><title type='text'>Como será a vida no ano 2000?</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Há 77 anos a revista O Cruzeiro, a principal revista ilustrada brasileira do século XX, publicava um artigo sobre como seria o ano 2000 na visão do professor de Metalurgia da Escola Politécnica F. Labouriau. Confira a linguagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cruzeiro - 10 de novembro de 1928.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                         &lt;a href="http://memoriaviva.digi.com.br/ocruzeiro/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Éra das Forças Hydraulicas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/hydraulicas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 313px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" height="127" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/320/hydraulicas.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Anno 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população do Brasil attingiu 200 milhões de pessoas a precisarem de energia para as suas multiplas actividades: compreende-se como essa necessidade levou ao aproveitamento das forças hydraulicas. Lentamente, medrosamente, a principio, essa utilização de energia se foi, depois, aos poucos accelerando. No anno 2000 já estão longe os tempos em que ainda se importavam carvão e petroleo! Esses recursos primitivos, condemnados pelo progresso da technica, foram desapparecendo, passando a constituir apenas uma recordação historica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 50 milhões de cavallos-vapor de energia hydro-electrica, utilizados no Brasil, no anno 2000, equivalendo ao trabalho mecanico de 600 milhões de homens, a população brasileira, do ponto de vista energetico, é então computavel em 800 milhões. Nessas condições, não admira que sejam enfrentados e convenientemente resolvidos os problemas da producção. As questões nacionaes são, então, estudadas por gente competente, tendo acabado, ha muito, a influencia dos politicos profissionaes. A Natureza, dia a dia dominada, é cada vez mais perfeitamente aproveitada. A luta do homem para o progresso passou a ser travada especialmente nos laboratorios de pesquisa. Ahi é que perscrutam, pacientemente, os segredos da Natureza, e dahi é que saem os processos, cada vez mais aperfeiçoados, de dominio da energia cosmica. Como estamos longe dos tempos em que nem havia Universidade no Brasil, a nao ser umas instituições de fachada, formadas por escolas exclusivamente para ensino profissional, e onde a pesquisa scientifica não se podia fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as actividades industriaes foram avassaladas pela energia electrica. São as industrias electro-chimicas, num desdobramento maravilhoso; é a electro-metallurgia; é, ainda, a energia para tudo. As distancias desappareceram, por assim dizer, desde que se resolveu o problema de irradiação da energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram-se todos como começou a ser resolvida essa questão. Foi, a principio, a radio-telephonia, logo seguida da radio-photographia. Pouco depois, irradiava-se energia pra fins industriaes, e os motores electricos com energia irradiada se installaram em todos os vehiculos: bondes, trens, automoveis, aeroplanos, navios; e em todas as fabricas; e em todos os logares onde a energia se faz precisa. O problema da distribuição da energia passou, desde então, a ser uma questão definitivamente resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho? - Sim. Mas o sonho de hoje poderá ser, amanhã, realidade. Sabe-se lá até onde nos levará a evolução que hoje se processa tão acceleradamente? Como será a vida no anno 2000?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no Cruzeiro on line, um trabalho de preservação histórica do site Memória Viva. (&lt;a href="http://www.memoriaviva.digi.com.br/ocruzeiro"&gt;www.memoriaviva.digi.com.br/ocruzeiro&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112972439293626627?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112972439293626627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112972439293626627&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112972439293626627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112972439293626627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/10/como-ser-vida-no-ano-2000.html' title='Como será a vida no ano 2000?'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112851722715929954</id><published>2005-10-05T09:48:00.000-03:00</published><updated>2005-10-05T10:00:27.166-03:00</updated><title type='text'>Pós em Jornalismo Literário</title><content type='html'>Em novembro estarão abertas as inscrições para a segunda turma de especialização lato sensu em Comunicação Criativa – ênfase em Narrativas da Vida Real –, iniciativa do TextoVivo (www.textovivo.com.br) em parceria com a Metrocamp (Faculdades Metropolitanas de Campinas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso funciona no campus da Metrocamp, em Campinas, e conta com os professores Ana Taís Portanova, Celso Falaschi, Edvaldo Pereira Lima, Monica Martinez e Sergio Vilas Boas, especialistas em Jornalismo Narrativo (ou Literário). As inscrições continuam abertas também para o mesmo curso em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pós-graduação TextoVivo&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TextoVivo coordena cursos de pós-graduação lato sensu em parceria com instituições de ensino superior. O curso de pós se chama atualmente Comunicação Criativa, com especialização em Narrativas da Vida Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi elaborado para atrair alunos de áreas diversas: Jornalismo, Comunicação Social, Letras, História, Ciências Sociais, Educação e Psicologia. E já têm atraído muitos jornalistas, comunicadores, escritores, biógrafos, pesquisadores e profissionais de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro módulos compõem esse curso, pioneiro no Brasil: módulo Comum (15 horas/aula); módulo Compartilhado (90 h/a); módulo Produção Científica (60 h/a); e o módulo de Concentração (195 h/a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração total do curso é de 360 horas, com aulas quinzenais às sextas-feiras à noite e sábados o dia todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso está em andamento em Campinas (SP), numa parceria com as Faculdades Metrocamp. Novas turmas serão abertas para fevereiro de 2006. As vagas são limitadas. Telefones: (19) 3294-0770 e (19) 2102-6779.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações divulgadas no site www.textovivo.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112851722715929954?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112851722715929954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112851722715929954&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112851722715929954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112851722715929954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/10/ps-em-jornalismo-literrio.html' title='Pós em Jornalismo Literário'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112834704632592718</id><published>2005-10-03T10:28:00.000-03:00</published><updated>2005-10-03T10:58:03.000-03:00</updated><title type='text'>Jornalismo pode ser  literatura?</title><content type='html'>As discussões sobre o Jornalismo Literário também tem espaço na maior rede de relacionamentos da atualidade: o Orkut. Reunindo cerca de 2.300 pessoas, a comunidade “Jornalismo Literário” – que tem como imagem de exibição a capa de um dos livros mais famosos do gênero: “In Cold Blood” (A Sangue Frio), de Truman Capote – abriga discussões sobre as diferentes modalidades do gênero, sugestões de livros, abordagens sobre os mais famosos jornalistas (como Capote, Gay Talese, Tom Wolf, Edvaldo Pereira Lima, dentre outros) e dicas para quem quer conhecer mais o gênero Jornalismo Literário ou está para fazer Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ligado ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" height="218" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/320/a%20sangue%20frio.jpg" width="168" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Capa de "A Sangue Frio" é a imagem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; de exibição da comunidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;No tópico “JL é jornalismo ou literatura?”, criado no dia 15 de junho pelo estudante de jornalismo Fábio Mendonça, a pergunta é: “jornalismo literário é tão jornalismo como qualquer outro?”. Alice Thomaz, membro da comunidade responde: “acho que jornalismo literário não é como qualquer outro. Ele tem uma série de características que fogem às do jornalismo que se faz todos os dias nos jornais. Ele requer uma profunda apuração e o contato presencial do jornalista com as fontes, chego a dizer que nele a objetividade e imparcialidade não são as principais preocupações do jornalista”. Por sua vez, Erika Morais, também membro da comunidade, diz que “JL é sim Jornalismo e sim, Literatura”, para ela um dos méritos dessa arte é justamente mostrar que ele não se resume a uma fórmula de lead e pirâmide invertida. “Existe criação e um público desejoso de textos ricos e criativos”, defendeu.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112834704632592718?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112834704632592718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112834704632592718&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112834704632592718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112834704632592718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/10/jornalismo-pode-ser-literatura.html' title='Jornalismo pode ser  literatura?'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112783942376156353</id><published>2005-09-27T13:38:00.000-03:00</published><updated>2005-10-03T10:46:55.983-03:00</updated><title type='text'>De volta para casa</title><content type='html'>Quando é possível reintegrar crianças que vivem em instituições ao seio familiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/320/logo%20eca.gif" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Logomarca do ECA&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Por Aline D'Eça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena Luanna* tem 10 anos e há quatro está sob os cuidados de um abrigo em Salvador. É uma garota de aspecto frágil, olhar tênue e voz delicada. Recolhida num cantinho do quarto, que divide com mais sete crianças, quase não conversa. Ela veio de uma cidade do interior da qual não lembra o nome. Mas guarda viva na sua mente a lembrança da sua casa, do cômodo apertado que dividia com sua mãe e quatro irmãozinhos. Lembra que não ia para a escola e pouco comia, não tinha brinquedos nem roupas limpas como as do orfanato. Luanna foi trazida para a capital por uma senhora, de quem também não lembra o nome, e entregue à instituição onde agora vive. Certa feita uma psicóloga perguntou onde estava a sua família, quem eram seus pais, onde moravam e se ela gostaria de voltar para casa. A menina lacrimejou e disse:&lt;br /&gt;“Ô minha tia, eu não sei porque me trouxeram para cá. Eu gostava tanto, mas tanto, da minha mãe... Você jura que vai me devolver pra ela?” &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;Instituições como a que abriga Luanna estão repletas de retalhos de histórias de vida como esta. Mas, o abrigamento em instituição é uma medida excepcional, e deveria ter caráter provisório, uma vez que a toda criança deve ser assegurado o direito à convivência familiar. A atribuição de promover este direito é, além das instituições de abrigo, do judiciário, ministério público, conselhos tutelares e do poder executivo federal, estadual e municipal&lt;br /&gt;Orfanatos, internatos e abrigos, em um país que coloca à margem o futuro das crianças e adolescentes, constituem males necessários. A pobreza, porém, não justifica a transferência da criança carente para tais instituições, estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no artigo 23. Os números da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada em 13 de abril, deste ano, comprovam que a realidade é diferente. Dos meninos e meninas abrigados nos estabelecimentos pesquisados, em todo o país, 86,7% têm família, e entre os motivos que os levaram a viver em instituições, a pobreza é o mais recorrente, com 24,1% dos casos. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;O ECA estabelece que quando os pais ou responsáveis não conseguem cumprir com suas obrigações de proteção aos filhos por motivos de carência material, devem, obrigatoriamente, ser incluídos em programas oficiais de auxílio à família. Isso demonstra que as políticas de atenção a crianças e adolescentes precisam estar articuladas com ações que tenham em conta também suas famílias, o que poderia evitar ou reduzir a institucionalização.&lt;br /&gt;A reintegração de crianças institucionalizadas à família biológica é o foco do projeto “Retorno ao Lar”, lançado em 2004 pelo Ministério Público estadual. A procuradora de Justiça Lícia de Oliveira explicou que “a idéia é preservar o núcleo familiar, por ser esse o espaço mais apropriado para o desenvolvimento de crianças e adolescentes”. Psicólogos, assistentes sociais e estagiários compõem a equipe que faz o trabalho de localização e observação social da família por um período de dois a três meses antes da tentativa de reintegração. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;O projeto tem recebido apoio de clínicas-escola de universidades como a UFBA, UNIFACS e Ruy Barbosa que, por intermédio de estudantes de Psicologia, oferecem suporte às crianças e suas famílias. A psicóloga do “Retorno ao Lar”, Carla França, explica que a reintegração acontece de forma gradual, principalmente quando o vínculo com a família está rompido. “Encaramos que a criança é sujeito do próprio destino, por isso procuramos ouvi-la. Ela tem que ser protagonista e não espectadora do processo”, informa. “Eu sofri muito com minha mãe... Ela me batia... Mas ela não vai mais fazer isto, né?” Esta foi uma pergunta de outra garotinha que comoveu a psicóloga.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.facom.ufba.br/cienciapress" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.facom.ufba.br/cienciapress&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112783942376156353?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112783942376156353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112783942376156353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112783942376156353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112783942376156353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/09/de-volta-para-casa.html' title='De volta para casa'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112690997909881782</id><published>2005-09-16T19:31:00.000-03:00</published><updated>2005-09-19T13:57:01.586-03:00</updated><title type='text'>No meio do caminho tinha um homem</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/na%20cal??ada.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; CURSOR: hand; HEIGHT: 332px; TEXT-ALIGN: center" height="373" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/400/na%20cal%3F%3Fada.jpg" width="259" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/cal??ada1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Diante de tantos passos apressados, sem nenhuma proteção sobre a calçada de pedras portuguesas, dormia um homem. Era sujo e magro. Apresentava alguns cabelos brancos e rugas denunciando a velhice do corpo. Talvez estivesse bêbado, mas isso pouco importou para uma senhora que passava pelo local às 7 horas da manhã, se dirigindo para uma padaria no bairro Nazaré, onde reside na capital baiana. Dona Maura, uma senhora de quase 80 anos, vestimentas simples, porém bem arrumada, parou diante daquele ser adormecido no chão, estendendo para ele um olhar triste e piedoso. Não conseguiu ter medo daquela criatura desafortunada. Ao contrário daqueles que só reparavam naquele homem infeliz a tempo de desviar dele como se desviasse de uma pedra ou de um buraco no caminho, Dona Maura esqueceu um pouco de si para pensar um pouco nele. Seus pensamentos, talvez, fossem uma análise sobre a trajetória de vida daquele senhor adormecido no chão, se ele possuía família ou sobre o abandono do Estado. Talvez apenas fizesse uma prece. Ninguém sabe, ninguém perguntou. Mas a partir do momento em que Dona Maura parou diante daquele ser, os transeuntes apressados deixaram de enxergá-lo como uma pedra para enxergá-lo como um homem, um infeliz, mas um homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112690997909881782?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112690997909881782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112690997909881782&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112690997909881782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112690997909881782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/09/no-meio-do-caminho-tinha-um-homem.html' title='No meio do caminho tinha um homem'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112626963385867574</id><published>2005-09-09T09:36:00.000-03:00</published><updated>2005-09-09T09:56:01.493-03:00</updated><title type='text'>Uma breve história sobre o Jornalismo Literário</title><content type='html'>Um bom artigo sobre como surgiu o Jornalismo Literário no Brasil e no mundo pode ser encontrado no site da Companhia da Escola (&lt;a href="http://www.ciadaescola.com.br"&gt;http://www.ciadaescola.com.br&lt;/a&gt;). Nele, o autor Lucas de Oliveira Fernandes mostra como o gênero é produzido, em que difere do jornalismo trivial e fala sobre o fascínio que este tipo de jornalismo pode provocar nos leitores. Grandes obras  como  &lt;em&gt;Reds –  dez dias que abalaram o mundo&lt;/em&gt;, de John Reed, &lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt;, de Euclides da Cunha, e &lt;em&gt;Rota 66&lt;/em&gt;, do jornalista Caco Barcelos, são alguns exemplos de livros-reportagem citados pelo autor. Confira o artigo &lt;a href="http://www.ciadaescola.com.br/zoom/materia.asp?materia=154&amp;amp;pagina=1#materia"&gt;Jornalismo, Literatura e História: As Grandes Reportagens&lt;/a&gt; e boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112626963385867574?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112626963385867574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112626963385867574&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112626963385867574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112626963385867574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/09/uma-breve-histria-sobre-o-jornalismo.html' title='Uma breve história sobre o Jornalismo Literário'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112604407559075752</id><published>2005-09-06T18:51:00.000-03:00</published><updated>2005-09-06T19:04:25.716-03:00</updated><title type='text'>ALGUNS CONCEITOS</title><content type='html'>&lt;a name="1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo Literário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Modalidade de prática da reportagem de profundidade e do ensaio jornalístico utilizando recursos de observação e redação originários da ou inspirados pela literatura.Traços básicos: imersão do repórter na realidade, voz autoral, estilo, precisão de dados e informações, uso de símbolos (inclusive metáforas), digressão e humanização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo Literário Avançado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Proposta conceitual e metodológica de prática proativa do Jornalismo Literário, delineada por Edvaldo Pereira Lima, incorporando conhecimentos de vanguarda provenientes de vários campos, como a psicologia humanista, a física quântica, a Teoria Gaia, a Teoria Geral de Sistemas. Instrumentos: histórias de vida organizadas em torno da Jornada do Herói e o método Escrita Total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Literatura da Realidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sinônimo de Jornalismo Literário, Literatura de Não-Ficção, Literatura Criativa de Não Ficção. Aplica-se à prática da narrativa sobre temas reais, empregando reportagem - o ato de relatar ocorrências sociais - sob um conceito espaço-temporal e de método mais amplo do que nos periódicos. Praticada por jornalistas, escritores, historiadores e cientistas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Livro-reportagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Veículo jornalístico impresso não-periódico contendo matéria produzida em formato de reportagem, grande-reportagem ou ensaio. Caracteriza-se pela autoria e pela liberdade de pauta, captação, texto e edição com que os autores podem trabalhar. Entre os tipos de livros-reportagem mais comuns estão a reportagem biográfica, o livro-reportagem-denúncia e o livro-reportagem-história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Narrativas de Transformação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Proposta de utilização proativa do Jornalismo Literário, do Jornalismo Literário Avançado e da Literatura da Realidade em processos narrativos visando contribuir para a transformação da sociedade através da ampliação da consciência das pessoas. Conceitos-chave: a co-criação da realidade, a Teoria dos Campos Morfogenéticos e o pensamento produtivo complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Novo Jornalismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fase histórica e efervescente de renovação do JL nas décadas de 1960 e 1970 nos Estados Unidos, caracterizada pela introdução de novas técnicas narrativas (fluxo de consciência e ponto de vista autobiográfico), grande exposição pública e popularidade, reivindicação de qualidade equivalente à literatura. Abundantemente praticada em revistas de reportagem especializadas em JL, publicações alternativas, livros-reportagem e até mesmo em veículos da grande imprensa. Registra a ascensão para a fama de grandes mestres da narrativa do real, como Gay Talese e Tom Wolfe, assim como o salto para a produção de não-ficção de nomes consagrados da literatura, como Norman Mailer e Truman Capote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo Gonzo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vertente peculiar do &lt;a href="http://www.textovivo.com.br/conceitos.htm#9"&gt;Novo Jornalismo&lt;/a&gt;, criada e popularizada por Hunter S. Thompson através de sua produção para a revista "Rolling Stone" e livros-reportagem. Consiste no envolvimento altamente pessoal e irreverente do repórter nos temas sobre os quais escreve, traduzido em forma narrativa excêntrica. Busca um modo de expressar a realidade muito apoiado na habilidade descritiva do autor. Praticada com destaque no Brasil atual por Arthur Veríssimo, na revista "Trip".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Histórias de Vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em jornalismo e Literatura da Realidade, este é um recurso de representação da realidade centrado em vidas de pessoas individuais ou grupos sociais. Surge como trabalho autobiográfico, de suporte de pesquisa ou de principal veio narrativo. Sob guarda-chuva conceitual amplo, num extremo abrange biografias e noutro, perfis. Em ciências sociais, Histórias de Vida é método de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Escrita Total&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Método de produção de textos criativos, criado por Edvaldo Pereira Lima, tendo como parâmetro básico a Teoria dos Hemisférios Cerebrais, cuja comprovação garantiu o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 1981 ao neurologista Roger Sperry. Utilizado como ferramenta de sensibilização, pauta, observação e texto em Jornalismo Literário Avançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Jornada do Herói&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estrutura narrativa organizada numa combinação de estudos mitológicos de Joseph Campbell e da psicologia de Carl Gustav Jung, por Christopher Vogler, consultor de roteiros de cinema nos Estados Unidos. Utilizada por Spielberg e George Lucas. Adaptada para narrativas do real por Edvaldo Pereira Lima. Testada no ensino de jornalismo por Monica Martinez Luduvig em tese de doutorado na ECA/USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado Originalmente em TextoVivo - Narrativas da Vida Real - &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.textovivo.com.br/"&gt;&lt;em&gt;www.textovivo.com.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112604407559075752?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112604407559075752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112604407559075752&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112604407559075752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112604407559075752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/09/alguns-conceitos.html' title='ALGUNS CONCEITOS'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112585964564723322</id><published>2005-09-04T15:39:00.000-03:00</published><updated>2005-09-04T15:58:14.900-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo e Literatura: entre o amor e o ódio.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Por Aline D'Eça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanização da narrativa. O jornalismo literário (ou jornalismo narrativo) é uma forma de narrar os fatos de forma sensível e envolvente, que tem como ponto marcante a presença de pessoas e suas histórias de vida na narrativa, fugindo à estrutura mais rígida do jornalismo convencional, como o lide, sem contudo escapar à apuração ética e criteriosa das notícias. Para isso, o repórter costuma “mergulhar” na realidade que pretende descrever, captando-a com mais profundidade, e utilizar recursos da literatura (como observação, descrição, narração, estilo e uso de símbolos e metáforas) para tornar o seu texto mais atraente. O livro-reportagem, a biografia, a grande reportagem, o perfil e o documentário audiovisual são alguns gêneros do jornalismo literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/talese-l.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/320/talese-l.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro “Aos olhos da multidão”, o jornalista e escritor norte-americano Gay Talese (foto), autor de vários livros-reportagem, afirma que o incipiente jornalismo literário “não é ficção. É tão verídico como a mais exata reportagem, buscando embora uma verdade mais ampla que a possível através da mera compilação de fatos comprováveis, o uso de citações, a adesão ao rígido estilo mais antigo. O novo jornalismo permite, na verdade exige, uma abordagem mais imaginativa da reportagem e consente que o escritor se intrometa na narrativa se o desejar, conforme acontece com freqüência, ou que assuma o papel de observador imparcial, como fazem outros, eu inclusive. Procuro seguir discretamente o objeto de minhas reportagens, observando-o em situações reveladoras, anotando suas reações e as reações dos outros a eles. Tento absorver todo o cenário, o diálogo, a atmosfera, a tensão, o drama, o conflito e então escrevo tudo do ponto de vista de quem estou focalizando, revelando inclusive, sempre que possível, o que os indivíduos pensam nos momentos que descrevo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/1600/euclides.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4364/1457/320/euclides.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A fusão entre Jornalismo e Literatura, no entanto, não é novidade. No Brasil, as reportagens sobre Canudos do jornalista Euclides da Cunha (ilustração), publicadas no jornal Estado de S. Paulo, deram origem ao livro que se transformou num clássico da literatura brasileira : “Os sertões”. Mas muitos ainda vêem com estranheza essa união entre Jornalismo e Literatura. “O jornalismo sempre foi a prostituta, quando a esposa amada era a literatura”, explica o professor e jornalista Hélio Consolaro no artigo “Jornalismo e Literatura: dois irmãos que se rejeitam”. Por outro lado, existem os escritores que afirmam terem tido no Jornalismo uma escola para a literatura. Mas a polêmica é ampliada na década de 60 nos Estados Unidos. Estreitando as relações com a literatura, jornalistas como Tom Wolfe, Truman Capote, Gay Talese e Norman Mailler, entre outros, deixaram de lado os mitos da “neutralidade” e “objetividade” do jornalismo, e investiram em textos jornalísticos apresentados com características literárias, o que viria a ser chamado de New Journalism.&lt;br /&gt;Polêmicas à parte, em meio a essa relação de amor e ódio, surge no Jornalismo um lugar para os bons contadores de histórias, para os jornalistas-escritores, que não se contentam com a limitação de tempo e de espaço, com dados e estatísticas, e se preocupam em fornecer ao cidadão o outro lado da notícia; justamente aquele onde ele pode se ver retratado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112585964564723322?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112585964564723322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112585964564723322&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112585964564723322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112585964564723322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/09/jornalismo-e-literatura-entre-o-amor-e.html' title=''/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15667350.post-112471498754328723</id><published>2005-08-22T09:24:00.000-03:00</published><updated>2005-08-22T09:49:47.546-03:00</updated><title type='text'>APRESENTAÇÃO</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo e Literatura. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Neste blog, criado para a disciplina Oficina de Jornalismo Digital, procurarei exercitar um pouco dessas minhas duas grandes paixões, levando para os leitores alguns RETALHOS colhidos DO COTIDIANO, através de matérias, resenhas, comentários, crônicas e poesias.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É a primeira experiência com um blog pessoal, espero que seja válida.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saudações,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aline D'Eça&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15667350-112471498754328723?l=retalhoscotidianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/feeds/112471498754328723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15667350&amp;postID=112471498754328723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112471498754328723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15667350/posts/default/112471498754328723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://retalhoscotidianos.blogspot.com/2005/08/apresentao.html' title='APRESENTAÇÃO'/><author><name>A. D'Eça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06683913267404499904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
